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A diretoria

ANTONIO MALTAURO FACONI
Presidente

ILSON APARECIDO PAZ
Vice-presidente

JOSÉ SILVÉRIO DA SILVA FILHO
Secretário geral

JOSÉ MANOEL DA SILVA
Primeiro secretário

ALAN ROGÉRIO SILVA AGUIAR
Secretário de assuntos de
segurança e saúde                                                 

LUIZ CARLOS ALBERTI
Tesoureiro

SEBASTIÃO DE PAULA VIEIRA
Primeiro tesoureiro


história
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Vidros, Cristais, Espelhos, Cerâmica de Louça e Porcelana de Jundiaí, Itatiba e Louveira, inaugurado em 1958, foi reconhecido em 1 de agosto do mesmo ano. Seu primeiro presidente, José Batisteli, iniciou as lutas numa época de repressão no país. Entre os trabalhadores ceramistas, a instalação do primeiro sindicato também soava como uma grande vitória. Um local para reunir os amigos, discutir futebol mas, acima de tudo, começar uma enorme tarefa: a melhoria das condições de trabalho para a categoria.

Sua primeira sede foi na Rua Dr. Cavalcanti e, anos depois, inaugurou um novo prédio na Rua Marechal Deodoro da Fonseca. Agora, em 2008, um moderno prédio irá sediar o Sindicato, que tem a sua história marcada por 50 anos de lutas e conquistas em prol dos trabalhadores da região. Para comemorar o meio século da entidade, o Sindicato inaugura a sua nova sede e publica a revista dos 50 anos. “O sindicato está completando 50 anos de muito trabalho e muito suor”, lembra o atual presidente Antônio Maltauro Faconi, o Toninho.

Cinquenta anos depois muita coisa mudou: o homem chegou na Lua, o Brasil viveu uma ditadura, enfrentou inúmeras crises econômicas, se redemocratizou e hoje, um sindicalista ocupa o posto de presidente da República. Claro que após todo esse tempo, a categoria de ceramista também sofreu os reflexos de todos esses anos. O impacto da tecnologia, a globa¬lização, a terceirização e tantas outras interferências na maneira de se produzir a cerâmica acabaram reduzindo o número de trabalhadores na nossa base, mas não a nossa disposição em manter os mesmos princípios que nortearam aqueles que há 50 anos fundaram o nosso sindicato.

Hoje, temos orgulho em dizer que possuímos uma nova sede, ampla, confortável e à altura da classe ceramista. Além disso nossa sede de campo é um espaço especial para toda família, sem dizer que os benefícios oferecidos aumentaram, como também aumentou nossa capacidade em negociar. Que fique claro, porém, que o mais importante sempre será a participação de cada um, pois tudo isso que construímos até aqui foi em nome dos trabalhadores.

Para Toninho, o Sindicato chegou onde está hoje, devido aquela diretoria que o fundou em 1958, em plena ditadura militar. “Parabenizo a todos e muito nos orgulha a ‘cara e a coragem’ que eles tiveram, em criar o Sindicato”. O orgulho também é devido à companhia do colega Ercílio Borriero, nas lutas salariais, área da saúde etc.

“Fomos criticados por pessoas que não conheciam o nosso trabalho, mas tivemos coragem para enfrentar os desafios”, comenta.


grandes conquistas

GANHANDO POR HORA
Entre as décadas de 70 e 80, o Sindicato, em parceria com os trabalhadores, conseguiu alterar a modalidade de trabalho dos ceramistas de Jundiaí e região, de “tarefeiros” para “horistas”. “Na época, os trabalhadores eram prejudicados quando havia perda do produto final, devido a má qualidade da matéria-prima, por exemplo e não recebiam o seu salário integral”, lembra Toninho Maltauro, presidente do Sindicato. Antigamente, os ceramistas trabalhavam por tarefas realizadas, mas depois das reivindicações feitas pelo Sindicato, passaram a trabalhar por hora. Uma modalidade muito mais justa para o profissional ceramista.

HORAS EXTRAS
A atual política de horas extras da categoria beneficiou os trabalhadores que se dedicam ao seu ofício além da sua jornada habitual de trabalho. As horas extras realizadas de segunda a sexta-feira devem pagar em 80%, aos sábados 110% e, aos domingos e feriados 120%. Sem contar com o adicional noturno de 50%.

Dia nasce em Jundiaí
Segundo publicações dos jornais da época, a cidade de Jundiaí era considerada o maior centro ceramista da América Latina, responsável por quase 80% da produção do país. O vereador Antônio Tavares apresentou um Projeto de Lei na Câmara Municipal de Jundiaí, que foi aprovado em 23 de abril de 1981, criando o Dia dos Ceramistas, que é comemorado em 28 de maio.

SILICÓTICOS
Na área da saúde, os trabalhadores silicóticos conseguiram estabilidade de emprego até a data de suas aposentadorias. “Quando era confirmado que o funcionário estava com problemas devido a sílica, empregada na linha de produção de cerâmica, a empresa deveria empregá-lo até a sua aposentadoria”, explica o atual presidente, Toninho. Esta vitória foi alcançada em meados da década de 80 e colaborou muito para as melhores condições no ambiente de trabalho. “Assim, a vida dos ceramistas também melhorou”.

LAZER
A aquisição do terreno para a construção do Clube de Campo foi também um grande mérito. No final dos anos 80, a construção do espaço de lazer foi iniciado. “Primeiro construímos a quadra aberta, depois o mini campo de futebol de areia. Em 1991, foi a piscina e em 1998 o ginásio poliesportivo Ercílio Borriero”, conta o presidente.

NOVA SEDE
Com o objetivo de aprimorar o atendimento e acomodar melhor os serviços oferecidos pelo Sindicato dos Ceramistas, a atual sede contempla um prédio de 3 pavimentos, no Centro da cidade de Jundiaí. Segundo Toninho, os planos para a construção do prédio começou em 1990. “Trata-se de um sonho antigo”.

CREDIBILIDADE
“Devido a grandes conquistas e negociações, os empresários da região começaram a confiar e a respeitar o Sindi¬cado”, diz Toninho. “Hoje, temos mais credibilidade e somos muito bem recebidos pelas empresas do setor”. Sem dúvida esta também é uma das conquistas dos 50 anos do Sindicato.


greves

Questões salariais sempre em debate

De acordo com as informações do presidente do Sindicato, Toninho Maltauro, a greve é necessária apenas em casos extremos, pois é desgastante tanto para a empresa, como para o funcionário.
Uma das greves mais extensas aconteceu entre os anos de 1987 e 1988, e parou as quatro maiores empresas da região por aproximadamente 15 dias.

“A proposta patronal foi rejeitada após 11 dias de paralisação, voltamos para a fábrica e continuamos a greve por mais alguns dias, até conseguirmos um acordo”, recorda. O movimento foi a primeira greve que o Sindicato participou sob comando de Maltauro.

Nos anos 90, o trabalhador não se mobilizou na frente das fábricas, mas sim na sede do Sindicato. “A manifestação foi marcada pela organização da classe dos Ceramistas”.


cerâmica Jundiaiense

Para o presidente do Sindicato dos Ceramistas, Toninho Maltauro, a razão do Sindicato existir e lutar durante todos esses anos, são as empresas cera¬mistas de Jundiaí e região.

“Agradecemos a Deca, Roca e a Ideal Standard pela cooperação com o Sindicato, sem elas não haveria razão para existirmos”, ressalta Toninho. Confira um pouco da história destas indústrias, que fazem parte também, da história do Sindicato.

Roca – O Grupo Roca teve no sonho de seus irmãos o começo de sua história. Em 1999, depois de fazer-se presente em boa parte do mundo, iniciou sua trajetória no Brasil ao incorporar uma tradicional empresa do ramo, a Keramik Holding AG Laufen, detentora das marcas Incepa e Celite. Hoje, com a tradição de quase um século, o Grupo Roca está presente em 17 países, contando com 42 fábricas, além de ter presença comercial em outros 80. No portfolio, traz peças criadas e fabricadas com o mais alto padrão de qualidade, como louças sanitárias, metais para banheiros e cozinhas, banheiras e colunas de hidromassagem, pisos e revestimentos cerâmicos. Fonte: Site da Incepa - www.incepa.com.br

Ideal Standard – Em 1948, por iniciativa dos irmãos Spiandorin, Duílio, Egídio, Bruno e Roberto, e de Eugênio Giarola e João Bandeira, que, com experiência adquirida na Cerâmica Jundiaiense, fundaram a Cerâmica Colônia. Assim, se associaram a Fausto Zonaro, Nicolau Kapacla e José Sarpi Filho. No começo, apenas louças sanitárias brancas vidrificadas eram produzidas. Os primeiros fornos eram de tijolos de barro e pouco tempo depois vieram os “fornos túneis” no sentido horizontal, que aumentaram a capacidade produtiva. A Cerâmica Colônia foi a primeira indústria do Brasil e da América Latina a lançar conjuntos sanitários coloridos para banheiros. Em 1958, a empresa foi vendida para a multinacional American Radiator&Standard Sanitary Corporation. O primeiro diretor da Ideal Standard foi o então empresário paulista, Luiz Eduardo Campello. Fonte: Jornal de Jundiaí, março de 2008.

Deca – Fundada em 1947, pelos engenheiros Olavo Egydio Setubal e Renato Refinetti, em São Paulo, a empresa ficava em um galpão de 210 m2, quando fabricava chaves, fechaduras e pequenas peças, por meio de um inédito sistema de fundição sob pressão no Brasil.  Em 1968, incorporou a Cia. Cerâmica Jun¬diaiense, acrescentando à linha da empresa a produção de louças sanitárias. Isto porque na década de 20 era necessária a importação de louças da Europa por preços exorbitantes, e então Jundiaí selando o início da história da Cerâmica Sanitária Brasileira. Finalmente em 1972, a Duratex S.A. incorporou a Deca, passando a adotar esta marca nos metais e louças sanitárias fabricados por ela. Em 1980, foi inaugurada a segunda fábrica de Cerâmica Sanitária em Jundiaí e um ano depois, a Duratex comprou sua terceira Unidade em São Leopoldo (RS). De acordo com seus programas de expansão, a Duratex ampliou e modernizou sua fábrica de metais em São Paulo, construindo sua segunda Unidade no ano de 1989, em Jundiaí. Fonte: Site da Deca – www.deca.com.br


o começo de tudo

Considerado o criador da moderna indústria cerâmica do Brasil, Manoel Archer de Castilho revela como tudo isso começou.

“Quando a Deca, aliás a Cia. Cerâmica Jundiaiense iniciou suas atividades, Jundiaí ainda se escrevia com “h” (Jundiahi), tinha menos de 10 mil habitantes e suas ruas não possuíam calçamento. Começamos tudo com a poesia dos mocinhos. Éramos nove engenheiros, uma equipe que nascia nos bancos da Politécnica – a rede de esgotos do bairro de Pinheiros em São Paulo foi trabalho nosso – queríamos criar, não fossilizar. Foi quando decidimos fabricar isoladores de porcelana para o uso elétrico. Falando sério, ninguém entendia nada de cerâmica. Enterramos muito dinheiro na empreitada, mas não a esperança. Esse primeiro insucesso ligado à cerâmica não serviu para desanimar o grupo. E em 1922, o Dr. Eloi Chaves e Edmundo Krug nos chamaram a Jundiaí, oferecendo por 1.200 contos suas fábricas de cerâmica de barro para esgoto. O desafio foi aceito. Nascia a Companhia Cerâmica Jundiaiense. E o mais pitoresco disso tudo é que ninguém entendia nada de cerâmica. Foram contratados técnicos e a produção  inicial da fábrica restringia-se a louça de pó-de-pedra; xícara, pratos, tigelas etc. Devagar, foi iniciada a fábrica de louça sanitária. Naquele tempo a louça era feita em 14 fornos redondos e intermitentes, substituídos em 1950 por dois fornos-túneis, de 75 metros de extensão. A Cia. Jun¬diaiense teve, no princípio, que enfrentar inúmeras dificuldades com os concorrentes. Eles se incomodaram tanto com a nossa chegada, que tentaram tudo para nos desanimar. Éramos obrigados a vender cada peça por 22 mil réis, sem lucro nenhum. E nesta época a grande concorrência vinha do exterior, da Inglaterra. Passada a tempestade, a companhia se firmou e no final da década surgiu para o Dr. Manoel Ildefonso um outro desafio. Fundiu-se com a Pozzi, de Milão, da qual o Vaticano era o maior acionista. “Ficamos sócios do papa. Tínhamos 51 por cento das ações e o Vaticano 49 por cento. A união com o Vaticano durou pouco tempo, devido à crise européia.


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